Por Alef Douglas
Nutricionista Esportivo – CRN-3 91568 | Personal Trainer – CREF 160945-G/SP
Introdução
Se você treina musculação, CrossFit ou acompanha conteúdos de fisiculturismo, provavelmente já ouviu falar em cutting. Mas muita gente confunde cutting com “passar fome” ou fazer uma dieta extremamente restritiva o que não poderia estar mais errado.
Neste artigo, você vai entender o que é cutting, para quem essa estratégia faz sentido, como ela funciona na prática e quais são os principais erros que fazem as pessoas perderem músculo em vez de gordura. Tudo com base científica e linguagem simples, para você saber se o cutting é ou não o momento certo para o seu objetivo.
O que é cutting?
Cutting é uma fase planejada de redução de gordura corporal, com foco em preservar o máximo de massa muscular possível.
É uma estratégia muito usada por:
- Praticantes avançados de musculação
- Atletas
- Pessoas que já têm boa base muscular
Diferente de um emagrecimento comum, o cutting é mais controlado, técnico e estratégico.
Resumo prático: cutting não é só emagrecer, é refinar o físico.
Qual a diferença entre cutting e emagrecimento tradicional?
Embora ambos envolvam déficit calórico, o foco é diferente.
Emagrecimento tradicional
- Prioriza saúde geral
- Pode aceitar alguma perda muscular
- Menos rigor técnico
Cutting
- Prioriza estética e performance
- Busca máxima preservação muscular
- Controle maior de dieta e treino
Estudos mostram que estratégias com alto consumo proteico e treino resistido reduzem a perda muscular em fases de déficit (Morton et al., 2023).
Resumo prático: no cutting, o músculo é prioridade absoluta.
Como funciona o cutting na prática
1. Déficit calórico controlado
O déficit no cutting costuma ser moderado, não extremo.
Déficits muito agressivos aumentam o risco de perda muscular e queda de performance (Helms et al., 2022).
Resumo prático: menos pressa, mais qualidade no resultado.
2. Alta ingestão de proteína
A proteína é o pilar do cutting.
Ela ajuda a:
- Preservar massa magra
- Controlar fome
- Manter o gasto energético
Meta-análises reforçam que ingestões proteicas mais altas são essenciais em fases de cutting (Morton et al., 2023).
Resumo prático: proteína alta não é opcional no cutting.

Treino durante o cutting
Musculação
Deve continuar intensa, respeitando cargas e progressões possíveis.
Treinar leve demais sinaliza ao corpo que o músculo não é necessário.
Aeróbio
Usado como ferramenta estratégica, não como punição.
Revisões indicam que musculação associada ao aeróbio melhora a perda de gordura sem comprometer tanto a massa magra (Schoenfeld et al., 2021).
Resumo prático: cutting não é hora de abandonar peso no treino.
Cutting é para todo mundo?
Não.
Cutting não é a melhor estratégia para:
- Iniciantes
- Pessoas com pouca massa muscular
- Quem ainda não tem rotina alimentar estruturada
Nesses casos, o emagrecimento tradicional ou até uma fase de recomposição corporal costuma ser mais eficiente.
Resumo prático: estratégia errada no momento errado atrasa resultados.
Principais erros no cutting
- Déficit calórico exagerado
- Pouca proteína
- Treino fraco
- Excesso de aeróbio
- Falta de planejamento
Esses erros aumentam o risco de perder músculo e prejudicar o físico final.
Resumo prático: cutting exige estratégia, não improviso.
O que é cutting: resumo
- Fase de perda de gordura
- Déficit calórico controlado
- Alta ingestão de proteína
- Treino de força mantido
- Estratégia voltada à estética e performance
Cutting bem feito mostra o físico. Cutting mal feito destrói o trabalho anterior.
Conclusão
O cutting é uma ferramenta poderosa quando usada no momento certo e da forma correta. Ele não é sobre sofrimento, e sim sobre controle, estratégia e consistência.
Antes de entrar em um cutting, é essencial avaliar seu nível de treino, histórico alimentar e objetivos reais. Quando bem aplicado, o cutting revela resultados, quando mal feito, gera frustração.
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